sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

[Opinião] 'O Crime do Vencedor' de Marie Rutkoski


Já tinha lido 'A Maldição do Vencedor', o primeiro livro desta trilogia, publicado pela Topseller, há algum tempo e adorei (opinião aqui). Estava em pulgas por ter a continuação nas mãos, mas não tive que esperar muito: chegou à minha estante como uma prenda de Natal da Kira aqui do blog, muito obrigada ^_^


Neste segundo livro, voltamos a acompanhar Kestrel, agora noiva e a viver no palácio do imperador, quase como prisioneira da sua escolha. A vida de Arin também mudou, vendo-se agora responsável por Herran e pelo seu povo, mas o que não mudou foi o seu amor por Kestrel, algo que Arin não está disposto a abdicar.

Este livro acaba por ter um tom bem mais sério que o anterior. Aqui não nos focamos primariamente na relação de Kestrel e Arin. Sim, ela está lá, mas todos os conflitos políticos, as estratégias, todo este jogo de poder. são tema central da trama onde Arin e Kestrel se vêem embrenhados.

Kestrel tenta-se manter fiel à sua decisão de se afastar de Arin, para poder protegê-lo, mas o romance entre estes dois parece estar destinado a acontecer, e por mais que todos estes confrontos de poder entre as suas nações os tentem separar, e consigam efectivamente fazê-lo, não conseguimos deixar de torcer por um final feliz.

Senti falta de mais interacção entre Kestrel e Arin. Sendo este o segundo livro da trilogia, compreendo que a autora tenha começado a preparar a trama para o seu final no próximo livro. Mas as cenas entre os dois souberam a pouco. Se tivesse que mencionar um aspecto menos positivo na história, seria esse. sem dúvidas.

Quanto às personagens em concreto, gosto particularmente que Marie Rutkoski tente fazê-las imperfeitas, no fundo não somos todos? Desde decisões erradas, acontecimentos que vão marcar as personagens para sempre, e não só psicologicamente, a autora não tenta vender a imagem de personagens de conto de fadas. É isso que gosto em distopias e ao mesmo tempo adoro na escrita de Marie.

Mantêm-se também os capitulos divididos nas perspectivas das duas personagens, o que ajuda imenso na compreensão do porquê de certas atitudes e comportamentos.

Se este livro prova alguma coisa, é que me tornei fã de Marie Rutkoski, da sua escrita, do seu mundo e das suas personagens. Não sei como vou aguentar a espera pelo terceiro e último livro da trilogia, não depois daquele final. Se ainda não leram, não sabem o que estão a perder.

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