quinta-feira, 17 de março de 2016

[Cantinho Otaku] Opinião Manga - Heroine Shikkaku (No longer heroine)


Quem me conhece sabe que não sou propriamente fã de shoujo manga (basicamente mangas para o género feminino) isto porque, além de ser romance a 90%, acabam (na sua maioria) por cair nos mesmos clichés: cenário escolar, rapariga gosta do rapaz, rapaz está alheio aos seus sentimentos, outra rapariga interessada entra para criar tensão. Claro que há quem tenha uma visão diferente da minha e considere esta definição exagerada, mas é a minha experiência em relação ao género.

No entanto há sempre uma ou outra história que se desvia do padrão e chamam-me à atenção. E é aqui que entra Heroine Shikkaku.

Ficha técnica: 


Demografia:
Shoujo
Género:  Romance, comédia, school life
Volumes: 10 (42 capítulos)

Heroine Shikkaku tem, à primeira vista, uma premissa comum às shoujo mangas. Conta a história de Hatori, uma rapariga desde há muito apaixonada pelo seu amigo de infância Rita (sim, é um nome masculino no Japão ahaha) e está decidida a ser a heroína de uma história de amor protagonizada pelos dois.

Mas...

Personagens: É aqui que entra algo de inovador neste história. Hatori não é a típica heroína de shoujo (apesar do seu desejo de o ser): Não é insegura, indecisa, e bondosa demais para ultrapassar os limites. Não. Hatori apresenta-se como uma rapariga extremamente segura e vaidosa, popular na escola, decidida e (acima de tudo) capaz de fazer o que for preciso para ter o que quer. E quando digo "o que for preciso" quer dizer que é uma protagonista capaz de ser manipuladora, sem escrúpulos e instável. O que, na minha opinião, a torna mais humana.
Rita é um rapaz indeciso. Pronto, é isso. Não sei se fui eu que não consegui captar a essência dele mas foi o que me transmitiu (e aborreceu um pouco honestamente).
Adachi, a nova namorada de Rita e a rival de Hatori, é a representação de heroína de shoujo que Hatori não é. Tal podia tornar-se aborrecido mas Adachi sofre mudanças inesperadas (não posso dizer mais).
Hatori não olha a meios para os seus fins. E honestamente quem nunca fez algo que se arrependa?


Arte: No geral, o estilo da mangaka não foge ao comum no género. Não me atraiu propriamente pois já vi mais apelativos. No entanto a autora fez algo que muitas autoras de histórias shoujo não foram capazes de fazer: "desenbelezar" a heroína em prol da comédia. E conseguiu isso maravilhosamente. O que me faz dar mais pontos pela originalidade e variedade da personagem.
Hatori tem uma panóplia de faces que nem sempre se encaixam na heroína bonita.

Como conclusão, apesar de ainda ter alguns clichés, é uma manga muito engraçada e original de se ler. Foge um pouco ao comum shoujo e, por isso, para quem gosta do género aconselho a dar uma olhadela.



Jaa nee minna-san*




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