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quarta-feira, 18 de maio de 2016

[Autores da Semana] Mini Entrevista a Duda Reis


1.   O que a inspirou a tornar-se escritora?

R: Decidi ser escritora quando me apercebi que gostava muito de criar as minhas próprias histórias, passá-las para o papel e dá-las a conhecer a outras pessoas. Mais do que isso: queria que, quando fossem lidos, os meus textos marcassem os leitores e os fizessem sonhar; mudar.

2. Como descreveria a sua escrita?

R: A minha escrita é simples, objectiva e, bem, juvenil. Simples porque toda a gente a entende; objectiva porque tento ao máximo ser directa em todos os aspectos; e juvenil porque, para além de eu ser jovem, as minhas personagens também o são.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

[Autores da Semana] Mini-Entrevista a J. A. Alves


Fiquem a conhecer um bocadinho melhor o autor J. A. Alves e a sua obra!

1. O que o inspirou a tornar-se autor e a escrever o seu primeiro livro?

Sempre gostei de ler e de criar as minhas próprias estórias. Como não tinha máquina de escrever, escrevia à  mão, em folhas A4. Depois de ler e ver o Episódio IV da Saga Star Wars, resolvi escrever o meu próprio livro.  Os primeiros esboços também surgiram escritos a mão, nas minhas, já conhecidas folhas A4, dobradas ao meio e coladas, sendo alteradas com o passar do tempo até se tornar na obra que apresento.

2. Quais os escritores que admira ou que de algum modo o inspiraram na realização da sua obra? 

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

[Mini-Entrevista] Linete Landim


Boa tarde leitores! 

Prontos para conhecerem um pouco melhor a autora Linete Landim? Espreitem as respostas que a autora deu a algumas perguntas que tive o prazer de lhe colocar.

1. Olá Linete! Como descreveria a sua escrita para alguém que se estreasse agora na leitura das suas obras?

Olá Cátia, o meu estilo de escrita é descomplicado e acessível. Tento criar história envolventes e personagens cativantes. Gosto de histórias de amor onde não basta dizer “amo-te” e tudo fica resolvido. 

2. Quais são os autores que mais admira e quais aqueles que servem de maior inspiração?
Apesar de gostar de ler livros quer de época quer da atualidade, gosto mais de escrever livros do século XVII e XIX. Gosto do discurso cuidado, dos trajes requintados, as luzes das velas, entre outras coisas. Sou fã de Madaleine Hunter.

3. Poderia dizer-se que a profissão de escritora não é das mais estáveis. Como descreveria a sua entrada neste mundo literário? Depois de 4 livros publicados e outros a caminho, poderá dizer-se que a Linete está no mundo literário para ficar!
Quero acreditar que sim, Cátia. Vou trabalhar para ser uma referência no mundo literário, mesmo sabendo que a carreira de escritora não é muito estável. No entanto, amo contar histórias de amor e tenciono fazê-lo durante muitos e muitos anos. Entrar neste mundo foi muito complicado pois é um mercado ainda muito fechado. As editoras preferem publicar obras de autores estrangeiros, ou autores já com nome formado. Mas quando há forma de vontade e empenho, não há impossíveis. 


4. Mesmo para quem ainda não leu Correspondência, podemos ver pela sinopse que disponibiliza que este é um romance carregado com sentimentos fortes. Pode contar-nos um pouco mais sobre esta história?

“Correspondência” é uma história de amor onde é preciso compreender o outro e deixá-lo livre. Livre para mudar, livre para decidir. Madalena não é perfeita, pois tal como muitas mulheres, também ela cai no erro de tentar mudar o homem que ama, mas a vida é feita de altos e baixos e o livro leva as leitoras e leitores a viverem as paixões e lutas deste casal. 

5. ‘Rendição’ e ‘Lorde Indeciso’ são os dois títulos se seguem na saga Luar Dourado, começada com Correspondência. O que podemos esperar desses livros?
“Rendição” é um livro mais romântico, pois Alberto, irmão de Gustavo é um homem mais atencioso e meigo, sem no entanto, deixar de ser um ser apaixonante. 
Já “Lorde Indeciso”, é um livro mais divertido, pois Salvador é uma personagem mais descontraída e animada. 

6. Alguma vez pensou em se aventurar na escrita de um livro num género totalmente diferente do que nos tem apresentado? 
Sim, já pensei mas por enquanto tenciono manter-me no mesmo registo literário.

7. Agora uma pergunta para os leitores curiosos. Quais são as suas leituras neste momento?
Estou a ler a coleção Irmandade da Adaga Negra, da J.R. Ward. Vou no volume VIII. E estou a gostar muito. 

8. Para terminar, gostaria de deixar alguma mensagem para os seus leitores?
Obrigada pelo carinho e pelas inúmeras mensagens de apoio e incentivo. Sem vocês, o meu sonho nunca ganharia voo. 

Muito obrigada Linete pela disponibilidade! 

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

[Autores da Semana] Mini Entrevista a MBarreto Condado


Tive o prazer de colocar algumas questões à autora MBarreto Condado. Querem ficar a conhecer um bocadinho melhor a autora de 'Yggdrasil - Profecia do Sangue'? 

1. O que a inspirou a tornar-se autora e a escrever o seu primeiro livro?


MBarreto Condado (MBC): Desde que aprendi a ler que me lembro de inventar estórias com que entretinha a família e os amigos, escreve-las acabou por surgir naturalmente. Se houve uma fonte de inspiração posso afirmar que foi a minha avó Lena que sempre me acompanhou e apoiou todas as minhas decisões. Mas confesso que nunca tinha pensado muito seriamente sobre publicar algo escrito por mim, talvez me faltasse a confiança necessária para dar esse decisivo passo. Contudo, no ano passado aconteceu algo que viria a mudar tudo, resolvi pela primeira vez em todos estes anos entregar um dos livros escritos por mim a uma amiga para que o lesse e esse por acaso calhou ser Yggdrasil.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

[Autores da Semana] Mini Entrevista a Karen Rose

 

1.  Quais os autores que mais admira?

Qualquer autor que me consiga sugar para uma história de tal forma que eu me esqueço que sou uma escritora! No topo da minha lista: Nalini Singh, Michael Connelly e Nora Roberts.


2.  O que a inspirou a escrever o seu primeiro livro?

O meu primeiro livro de sempre ou o meu primeiro livro publicado? Irei responder a ambos.
Primeiro livro de sempre (que nunca ninguém irá ler porque não é muito bom): Eu estava a ver uma cena (como um filme) na minha cabeça – uma que eu sabia que nunca tinha visto antes – que estava a dar comigo em doida. Acordava-me, distraía-me do trabalho,  e geralmente fazia-me desejar que parasse! Então um dia, enquanto eu estava de férias com a minha familia, decidi escrever a cena enquanto todos estavam ocupados. Pensei que quando a escrevesse, ela desaparecesse. Três horas mais tarde essa única cena transformou-se em três cenas e eu estava viciada.
Primeiro livro publicado: DON’T TELL (nota: em Portugal foi publicado pelo Circulo de Leitores com o nome ‘Não Contes a Ninguém) é a história de Caroline Stewart, uma vitima de violência doméstica. Eu lembro-me de pensar porque é que mulheres nestas situação não deixam apenas os seus maridos, então comecei a pesquisar e comecei a compreender a psicologia das vitimas de abuso. Muitas destas mulheres acreditam que não têm para onde ir e o desconhecido é mais assustador que o abuso. Muitas saem apenas para proteger os seus filhos. Muitas mais nunca saem. Eu queria escrever uma história em que a heroína recupera o controlo da sua vida, tem um final feliz, e consegue fazer com que o seu marido abusivo pague.

sábado, 11 de abril de 2015

[Autores da Semana] Mini-Entrevista a Marissa Meyer

Há alguns meses entrámos em contacto com a autora Marissa Meyer e colocámos-lhe algumas questões. Hoje partilhamos convosco o que a autora nos contou :)


O que a inspirou a tornar-se escritora?

Eu queria ser escritora desde que era uma criança. Cresci adorando livros – estava constantemente a ler – e também tinha uma imaginação muito activa. Assim que percebi que escrever era um emprego real e que as pessoas realmente eram pagas por isso, eu soube que era isso que queria fazer com a minha vida. Tenho contado histórias desde então, e ainda parece um sonho tornado realidade.


Como descreveria a sua escrita?

Até agora ainda só tenho uma série publicada, por isso será interessante ver como a minha escrita muda ao longo da minha carreira (espero que ainda estejam muitos livros por vir!). Quanto às Crónicas Lunares, eu descrevê-las-ia como uma aventura espacial épica com personagens divertidos e peculiares e bastante romance.


Os seus livros Cinder e Scarlet foram recentemente publicados em Portugal. O que é que nos pode dizer sobre ambos?
.
Cada livro nas Crónicas Lunares é baseado num diferente conto de fadas clássico. Cinder é inspirado pelo Cinderella, mas contado no ponto de vista de uma adolescente que é parte humana e parte mecânica, também chamada um cyborg. Com o decorrer dos livros, Cinder vem a perceber que ele pode ser a única pessoa capaz de salvar o planeta Terra de uma rainha malvada preparada para o reinar. Para a ajudar há outros personagens baseados em contos de fadas com quem o seu caminho se cruza nos livros seguinte – como a Scarlet (baseado no Capuchinho Vermelho) que é uma piloto de uma nave espacial que tenta encontra a sua avó.


O que podemos esperar do livro Cress?

O terceiro livro da série é baseado no Rapunzel. Apesar de continuar a história da Cinder e da Scarlet, conhecemos agora a Cress – uma hacker informática muito talentosa a ser forçada a trabalhar com a rainha má. Em vez de estar presa numa torre, como a Rapunzel, a Cress está presa num satélite na órbita da Terra. Depois de uma fuga planeada e tentada, as coisas vão para o torto rapidamente.


Está a trabalhar em algo novo?


Além de terminar as Crónicas Lunares (o último livro, Winter, vai ser baseado na Branca de Neve), também entreguei um romance ao meu editor. Chama-se Heartless e é uma prequela de Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll, sobre a volátil Rainha de Copas.


Gostaria de dizer algo aos seus fãs portugueses?

Muito obrigada por lerem e apoiarem a série! Para mim é fantástico ouvir de escritores de todo o mundo, e estou entusiasmada por estes livros terem encontrado um público internacional tão forte. Eu espero sinceramente que amem Cress e Winter quando saírem em Portugal!

sábado, 28 de março de 2015

[Autores da Semana] Mini-Entrevista a Filipe Amourous


1. O que o inspirou a tornar-se escritor?

A minha escrita nasceu e cresceu nos meus períodos de solidão e isolamento, em que se tornou minha janela para o mundo, numa necessidade de sobrevivência. A voz que grita calada a dor e a angústia.

Quando por sorte a minha vida cruza o amor, o desejo e alegria da partilha, são as palavras que deixo escritas que imortalizam os momentos vividos.

E às pessoas da minha vida, dedico sem pudor e por palavras a minha profunda admiração.

Falo o que vejo e o que escuto quando observo maravilhado as pessoas que se movimentam diante de mim. Sou apaixonado pela humanidade.

2. Quais os autores que admira?

Tenho uma Mãe que devora livros e desta forma, tive o privilégio de conhecer obras fantásticas de autores formidáveis desde a minha infância.

Adorei os livros que li de Fernando Pessoa, Eça de Queiroz, Virgílio Ferreira, Andre Gide, Antoine de Saint-Exupéry, Moliére, Voltaire e Shakespeare, entre tantos outros.
Aprecio muito a Poesia de Sophia de Mello Breyner e tenho muita curiosidade de ler Flôr Bela Espanca, nem sei porque nunca me cruzei com a sua escrita.

Ao chegar ao Brasil, tive a sorte de me emprestarem a obra completa de Vinicius de Moraes e fiquei rendido e maravilhado perante essa escrita.

3. Como descreveria a sua escrita?

Não é com vaidade que digo que me emociono cada vez que leio certos textos meus, pois revivo neles a forte emoção em que foram escritos.

Procuro que os meus poemas tenham ritmo, desejo que sintam ao ler, a energia que passo em cada palavra que escrevo.

A minha escrita é de mim para o mundo, é intensa e emotiva, quer na poesia como na prosa, são sentimentos e momentos que transmito, por isso é curta e breve.

4. O que nos pode dizer sobre a sua obra 'Adoramoestimo'?

Adoramoestimo é a concretização de um sonho e a o sentimento de enorme realização pessoal.

Aceitei um desafio de criar um Blog, com o mesmo nome, para apresentar a um universo desconhecido os textos que criava e que iam sendo apreciados pelo circulo estreito das pessoas a quem os partilhava.

O Blog teve uma rapidamente uma visualização que não imaginava ser possível. Cresceu desta forma a vontade de ter em papel a minha obra imortalizada, tal como tantos livros que passaram pela minhas mãos. A Chiado Editora, honrou-me muito ao aceitar editar o meu livro.

Por tudo o que já disse, Adoramoestimo é um projeto muito intimista.


5. Gostaria de deixar alguma mensagem ao seus leitores?

A minha escrita é minha necessidade de comunicar, através dela envio pedidos de socorro, entrego o meu coração apaixonado e falo de pessoas, das relações, de um mundo no qual vivo.

A mensagem segue nestas palavras que cada pessoa irá ler, de acordo com as suas próprias emoções. Assim, não é difícil que os leitores se reencontrem neste ou naquele texto. É este o elo que me liga a cada um de vós.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

[Autores da Semana] Mini Entrevista a Charlaine Harris


O que a inspirou a tornar-se escritora? 
É tudo o que eu sempre quis ser. É parte de mim. Admiro a palavra escrita intensamente.

Quais são os escritores que admira? 
Depende do dia em que me perguntar. Escritores vivos estabelecidos, não há como bater Lee Child, Robert Crais, Seanan McGuire, Diana Gabaldon, Kim Harrison, Patricia Briggs, Jim Butcher. — e esses são só os que me vêm agora à cabeça.

Pensa em voltar alguma vez a Bon Temps e ao universo da Sookie Stackhouse para novos livros/histórias, mesmo que centrados noutras personagens?
Não. Eu segui em frente na minha progressão escrita. Se eu tivesse uma boa ideia, consideraria, mas não acredito que isso vá acontecer.

Qual é a sua opinião relativamente às mudanças criativas realizadas na adaptação dos seus livros a série televisiva? 
Estou tão agradecida ao Alan Ball pelo grande estrondo que ‘True Blood’ fez, e o subsequente aumento na popularidade dos meus livros, que não tenho qualquer objecção com a direcção que tomou para as personagens. Essa era a sua história para contar.

Gostaria de deixar alguma mensagem para os fãs portugueses?
Estou tão satisfeita com o apoio que sempre recebi em Portugal, e espero que os meus leitores se mantenham comigo enquanto me aventuro para novos territórios com o meu trabalho.

sábado, 6 de dezembro de 2014

[Autores da Semana] Mini Entrevista a Liliana Lavado



1- O que a levou a escrever o seu primeiro livro?

Queria ler uma história que me transporta-se para uma realidade que não fosse a minha e que permanecesse comigo até quando não a estava a ler. Como não a encontrei em nenhuma livraria, decidi tentar escrevê-la.

2- Como descreveria a sua escrita?

Descomplicada, rápida, bem humorada e familiar.

3- Quais são os autores que mais admira?

Paul Auster, Henry Miller, Jack Kerouac, Sylvia Plath, Simone de Beauvoir.

4- O que é que nos pode dizer sobre o seu mais recente trabalho, “Encontro em Itália” publicado pela Marcador?

É uma história que tem como base um primeiro amor, como todos nós já vivemos nas nossas vidas pessoais, único à sua maneira como seria de esperar. Nela existe o mesmo toque de fantasia que os leitores do ‘Inverno de Sombras’ tão bem conhecem, mas com uma protagonista que não se sabe comportar como tal.

5- Está a trabalhar em algum novo projecto?

Sim, a ritmo lento, mas estou a terminar a sequela do ‘Inverno de Sombras’. Voltamos a reencontrar personagens já conhecidas, com a Andrea e o Claude como personagens principais deste novo livro.

6- Gostaria de deixar alguma mensagem para os seus leitores?

A minha mensagem para os leitores é sempre uma de agradecimento pelo apoio que muitos deles me deram mesmo antes de o primeiro livro ser publicado e pela forma como partilham do meu entusiasmo por todas estas histórias.

domingo, 30 de novembro de 2014

[Autores da Semana] Mini Entrevista a Nicola Cornick

1. Sempre soube que queria ser escritora?

Não, levou-me algum tempo a perceber que queria seguir a carreira de escritora. Eu escrevia desde que era pequena mas sempre o encarei como um hobby que adorava em vez de algo que poderia fazer profissionalmente. Foi apenas quando vendi o meu primeiro livro que me apercebi do quanto queria que isto fosse o meu trabalho bem como meu hobby. Sou tão sortuda agora por poder fazer um trabalho que amo.

2. Quais os escritores que mais admira e porquê?

Há muitos escritores que tiveram influência em mim enquanto desenvolvia a minha carreira de escritora e também aqueles que eu simplesmente adoro ler. Mary Stewart manteve-se com uma das minhas autoras favoritas durante toda a minha vida e admiro a maneira como ela cria um mundo tão vivido e evocativo nas suas histórias. Fico totalmente embrenhada nos seus livros.

3. Quando escreve um livro, quais são os aspectos mais importantes para si?

Os personagens são mais importantes para mim porque eu interesso-me profundamente pela sua história e quero que os meus leitores se interessem apaixonadamente por eles também, por isso eu tento fazê-los o mais reais possível. A exactidão história também é muito importante para mim, assim como desenhar um belo, descritivo cenário 

4. Identifica-se com a época sobre a qual escreve maioritariamente?

Essa é uma pergunta muita interessante! Eu não me identifico realmente com o período da regência na medida em que eu não sinto que tenha nascido na era errada e que seria mais feliz vivendo no tempo de Jane Austen. Eu sinto-me mais como uma observadora, parada a olhar pela janela desse tempo, tentando compreender a maneira que as pessoas de uma diferente época sentiam e se comportavam.

5. O que nos pode dizer sobre os seus mais recentes trabalhos?

Completei recentemente uma série que se passa na Escócia, no período da Regência, que foi muito divertida de escrever porque me permitiu combinar toda a elegância da Regência com todas as aventuras selvagens e paixão da Escócia. Agora estou a escrever algo um pouco diferente, um livro que ocorre em 3 períodos de tempo diferentes. É um romance histórico e de mistério que inicia no século 17, continua no século 19 e é resolvido no século 21. Espero que os meus leitores gostem. Tem sido muito divertido pesquisar e escrevê-lo.

6. Tem alguma mensagem que gostaria de deixar aos seus fãs portugueses?

Eu gostaria de agradecer a todos os meus fantásticos leitores portugueses pelo seu apoio ao longo dos anos. Tenho vindo a adorar conversar com eles via email e redes sociais. Fico contente pelos meus livros serem publicados em Portugal – e com capas tão adoráveis. A minha sogra fala português por isso eu dou-lhe sempre uma cópia das edições portuguesas para ela ler. É fantástico ter amigos e leitores em todo o mundo. Obrigada!

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

[Autores da Semana] Mini Entrevista a Jill Mansell


1. O que a inspirou a escrever o seu primeiro livro?

Eu estava a trabalhar num hospital neurológico (durante 18 anos no total!) quando um dia agarrei numa revista que continha um artigo sobre quatro mulheres cujas vidas se transformaram ao tornarem-se romancistas best-sellers. Eu decidi nesse momento que isto era algo que eu mesma podia tentar e fazer. Demorou um pouco para encontrar o meu próprio estilo de escrita mas no fim consegui, e quando eu falei disto há um par de anos numa conferência de escritores, outro escritor best-seller disse-me depois que o mesmo artigo de revista também o tinha inspirado a escrever. E depois de todos estes anos, eu ainda penso se esse artigo terá também mudado a vida de mais alguém. Não é espantoso pensar que algo tão aleatório possa afectar tantas pessoas? Estou muito contente por ter pegado na revista naquele dia!


2. Considera que a sua escrita, por exemplo sendo tão hilariante, reflecte a sua pessoa?

Quando a minha filha era adolescente ela achava demasiado estranho ler os meus livros porque se pareciam tanto comigo, por isso acho que a resposta a essa questão é sim! As minhas personagens tendem a reagir da mesma forma que eu, e dizer e pensar as mesmas coisas também, a não ser que elas sejam personagens maldosas, nesse caso não têm de todo nada a ver comigo!


3. ‘Acasos Felizes’ foi publicado o ano passado em Portugal. O que pode dizer sobre esse livro?

Ah, eu adoro esse livro! Eu acho que ele apresenta um dilema tão interessante – uma mãe solteira gostaria de ter um homem simpático na sua vida mas o que é que ela faz se conhece um e os seus filhos pequenos não gostam dele? Deve acontecer a toda a hora! Eu situei-o numa maravilhosa aldeia em Cotswolds, e também apresenta um homem mais velho que está a morrer e quer corrigir os erros que fez quando era jovem. De novo, isto é algo que muitas pessoas devem querer fazer.


4. Está a trabalhar em algo novo?

Eu estou sempre a trabalhar em algo novo – assim que acabo um livro eu começo o próximo e estou actualmente a escrever o meu 27º livro. Demoro um ano para completar cada um.


5. Gostaria de dizer algo aos seus fãs portugueses?

Eu gostaria de dizer um grande OBRIGADA a todos os meus adoráveis leitores portugueses, por comprarem e apreciarem os meus livros. Eu já visitei Portugal em férias muitas vezes e é uma grande emoção ver os meus livros nas prateleiras das vossas livrarias. Além disso, o vosso país é tão bonito – adoro-o!

Very best wishes, 
Jill Mansell xx

sábado, 25 de outubro de 2014

[Autores da Semana] Mini Entrevista a Eloisa James


Olá leitores! Deixamos aqui as perguntinhas que fizemos à autora Eloisa James e as suas respostas!

1. Desde criança que sabe que queria ser escritora? Quando é que essa paixão apareceu na sua vida? 

Os meus pais são ambos escritores de escrita criativa (um poeta e uma romancista), por isso a profissão foi uma escolha óbvia. Mesmo quando era criança, escrevendo peças e dirigindo as actuações protagonizadas pelos meus irmãos, eu escrevia sempre romances.

2. Que escritores a inspiram?

Shakespeare, poetas e dramaturgos renascentistas. Georgette Heyer, Jane Austen.


3. Nos seus livros, podemos perceber que gosta de juntar contos de fadas. É algo que sempre a fascinou?

O meu pai, o poeta Robert Bly, sempre foi fascinado por contos de fadas, e finalmente escreveu o livro Iron John, por isso de certa forma é uma coisa de família. Eu não diria que a minha inspiração vem tanto do Iron John propriamente dito, mas antes do facto que enquanto o Pai estava a trabalhar as ideias por de trás do livro, ele falava compulsivamente sobre contos de fadas. Ele amava desafiar-me e aos meus irmãos a ‘explicarmos’ essas histórias em termos culturais – a reescrevê-las de forma a se tornarem socialmente relevantes. Foi um passo fácil para eu própria começar a reescrever histórias.

4. Foi recentemente publicado outro livro seu em Portugal, ‘Duas Irmãs, Um Duque’. O que é que pode dizer aos leitores portugueses sobre o mesmo?

O Duque é o terceiro na minha série de contos de fadas; este reescreve o conto de fadas ‘A Princesa e a Ervilha’ (nota: ‘The Princess and The Pea’ no original) a história de uma princesa que chega no meio de uma noite chuvosa e é posta à prova numa série de testes para para perceber se de facto é uma verdadeira princesa – sendo que o mais famoso envolve uma pilha de colchões em cima de uma ervilha. Claro, eu não escrevo livros nos quais as heroínas têm magicamente pele sensível, por isso tive que descobrir como substituir a ‘ervilha’ e como fazer funcionar os colchões na história. Eu espero que todos os meus leitores apreciem este romance tanto como eu gostei de escrevê-lo!


5. Há alguma possibilidade de um dos seus livros passar para o grande ecrã?

Provavelmente não. Filmes de época/históricos são tremendamente dispendiosos. A Disney considerou obter os direitos de Desperate Duchesses (nota: série da autora sem publicação em Portugal; Duquesas Desesperadas em tradução literal) a certa altura. Mas na realidade, é difícil conseguir fazer um filme histórico, a não ser que ele tenha os nomes Shakespeare ou Austen anexados.

6. Gostaria de deixar uma mensagem para os seus fãs portugueses? 

Olá para todos vocês! Eu tenho memórias encantadoras de uma viagem a Portugal com a minha familia há alguns anos, e adoro imaginar os meus livros a vaguear pelo vosso lindo país.

Mandando beijos para todos vocês ~ Eloisa

domingo, 19 de outubro de 2014

[Autores da Semana] Mini Entrevista a Mary Kubica

Olá leitores. 
Depois de feita a opinião do livro Não Digas Nada, deixamos aqui umas perguntinhas que colocámos à autora Mary Kubica :)

1. O que a inspirou a escrever o seu primeiro livro?

Uma prima inspirou-me a tornar-me escritora quando eu era jovem, quando tinha à volta de 10 ou 11 anos de idade. Ela própria era escritora e partilhou comigo uma história que tinha escrito, e eu soube logo que queria escrever livros. Escrever sempre foi, no entanto, um hobby para mim, enquanto profissionalmente fui para a universidade e tornei-me professora de história de liceu. Foi só depois de a minha filha nascer, e eu ter decidido ficar em casa e criá-la, que eu me pude concentrar na minha escrita. Foi nessa altura que "Não Digas Nada" nasceu.

2. Quais os escritores que mais admira? 

Enquanto era criança, qualquer livro que apanhasse, embora a Natalie Babbitt (‘Tuck Everlasting’ e ‘The Eyes of the Amaryllis’) fosse uma das minhas autoras favoritas. Actualmente, leio um pouco de tudo, e admiro verdadeiramente todos os autores pela sua devoção ao ofício. O meu livro favorito de sempre é ‘The Things They Carried’ do Tim O’Brien, que é um belo, assombroso livro de memórias da Guerra do Vietname. Outros autores que aprecio são are Ann Hood, Heather Gudenkauf, Jodi Picoult, Anita Shreve e muitos, muitos mais.

3. Terminei a leitura do seu livro ‘Não Digas Nada’e foi uma das minhas leituras favoritas este ano. O que nos pode dizer sobre este livro?

Muito obrigada por isso. Não consigo dizer-te o quanto isso significa para mim que tenhas lido e gostado do ‘Não Digas Nada’! ‘Não Digas Nada’ é a história de uma jovem mulher de Chicago, Mia Dennett, que é raptada, embora o leitor descubra muito cedo na história que ela regressa a salvo a casa, mas que sofre de amnesia sem qualquer memória do tempo que passou em cativeiro. O romance salta de trás para a frente do ponto de vista da mãe de Mia, do seu raptor, e do detective do caso, enquanto tentam descobrir o que aconteceu a Mia durante os meses de ausência.

4. Uma coisa que tenho curiosidade, porque é que não há capítulos escritos na perspectiva da Mia?

Adoro a ideia que o leitor possa ter uma noção de como é a Mia através das perspectivas das outras personagens, sem o ouvirem em primeira mão através dela. Cada um dos outros narradores – Eve, Gabe e Colin – retratam uma imagem ligeiramente diferente da Mia, desde a filha isolada, à mulher desaparecida, à vítima, e cabe ao leitor decidir se ela é alguma dessas coisas ou se a Mia é todas elas.


5. Aquela reviravolta final, não estava à espera! Era algo que sabia desde sempre, ou ocorreu-lhe enquanto o ia escrevendo?

Sem revelar quaisquer detalhes para aqueles que ainda não acabaram o romance, eu não sabia como iria acabar enquanto estava a trabalhar no ‘Não Digas Nada’. Não foi até o romance estar parcialmente completo que o fim se encaixou e eu fiquei absolutamente entusiasmada quando aconteceu. Adoro ouvir as perspectivas dos leitores sobre o final!


6. Está a trabalhar em algo novo?

Sim! Terminei, recentemente, o meu segundo romance ‘Pretty Babby’ sobre uma mulher de Chicago que encontra uma jovem sem-abrigo no comboio com um bebé. Ela fica extremamente impressionada com as duas, e quer ajudá-las, mas quando o faz, ela descobre um passado sombrio e começamos a ver o efeito que este encontro vai ter nas vidas de ambas. ‘Pretty Baby’ será publicado nos Estados Unidos no Verão de 2015. 


7. Gostaria de dizer algo aos seus fãs portugueses?

Obrigada, obrigada, obrigada! É espantoso para mim ver opiniões vindas de Portugal, e saber que pessoas de todo o mundo estão a ler ‘Não Digas Nada’. Não sei como agradecer aos leitores pelas amáveis palavras e pelo entusiasmo pelo romance. Tem sido muito tocante, e muito inspirador para mim. Obrigada!